Flávio Magdalena assume a Prefeitura de Areal após cassação de prefeita

flavioassumeFlávio Magdalena Bravo (DEM) assumiu, formalmente, a Prefeitura de Areal, na Região Serrana do Rio, em cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira (3) na Casa do do Idoso, onde a Câmara de Vereadores funciona provisoriamente. Waldeth Brasiel Rinaldi (PR), que teve o mandato cassado nesta terça-feira (2), foi ao gabinete e liberou o espaço para que o novo prefeito assuma o cargo. A cerimônia teve inínio por volta das 9h. Flávio fez o juramento e assinou o termo de posse na presença dos vereadores.
O novo prefeito afirmou que vai fazer mudanças nas secretarias. “Preciso de pessoas que defendam os mesmo ideais políticos que eu”, afirmou ele. Segundo o decreto da Câmara onde consta a cassação de Waldeth Brasiel, a ex-chefe do Executivo praticou “infrações político-administrativas” ao contratar serviços da empresa L&M Materiais Máquinas e Serviços LTDA – ME que não foram concluídos ou não estavam legalmente formalizados. A assessoria de imprensa da prefeita cassada informou, na manhã desta quarta-feira (3), que ela vai se pronunciar sobre o caso nesta tarde. A equipe do G1 não conseguiu fazer contato com a L&M para pedir esclarecimentos.
A votação contou com oito votos à favor, sendo que apenas uma vereadora, a presidente da Câmara, Maria José Gomes de Souza (PR), não compareceu à sessão. A CP foi instaurada com base em uma denúncia feita por um morador e ex vereador do município. O presidente da Comissão Processante (CP) instaurada em abril, o vereador Alvaro Lima de Freitas (PP), afirmou que a investigação Waldeth foi chamada diversas vezes para dar esclarecimentos, mas não compareceu nem enviou qualquer documento.
Segundo o vereador Marcos Roberto de Paula (PTN), as investigações comprovaram irregularidades como gastos mais de R$ 50 mil para a renovação do cabeamento da cidade, que não foi feito. “A prefeitura ainda gastou R$ 200 mil na compra de alimentos para serem fornecidos aos estudantes da rede pública, mas a comida não chegou nas escolas. O fornecimento e a qualidade da merenda são ruins e o gasto exorbitante foi feito sem comprovação”, destacou Marcos Roberto.
Além da CP concluída nesta terça-feira (2), uma outra Comissão Processante está em andamento para apurar a compra de medicamentos, e uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) também tramita na Câmara para avaliar os gastos com o Carnaval de 2014 na cidade.