Prefeitura de Areal participa de debate sobre reforma da Previdência na Firjan

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Encontro reuniu mais de 60 prefeitos para apresentação de dados

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) realizou, na última sexta-feira (15), um encontro com prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais, empresários e deputados para debater a reforma da Previdência. O encontro marcou os 20 anos de lançamento do movimento “Reformas Já” e defendeu que a mesma é importante para o crescimento econômico das cidades e do Estado. A Prefeitura de Areal foi representada pelo prefeito, Flávio Bravo, no encontro que contou com a presença de outros 67 prefeitos.

O presidente da Federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, defendeu que os parlamentares brasileiros devem descolar suas preferências políticas e ideológicas e atuar em prol do povo brasileiro, votando, em fevereiro, a favor da reforma. “É preciso lidar com a realidade de que a previdência como está estruturada hoje é insustentável. Por isso, precisamos trabalhar junto aos prefeitos para conscientizar parlamentares e população sobre a necessidade dessa mudança. Nós somos sócios na recuperação do Rio e também do Brasil”, afirmou.

Ele declarou não ser possível adiar o enfrentamento do problema. “Temos como objetivo mostrar à sociedade o quão dramática é a situação do déficit previdenciário. É preciso entender que isso afeta temas como saúde e segurança pública. Contamos com os prefeitos aqui presentes para nos ajudarem nessa conscientização”, declarou.

Durante o encontro, o economista-chefe da Firjan, Guilherme Mercês, apresentou dados que eliminam alguns mitos sobre a reforma. “Há o mito de que a idade mínima prejudica os pobres, só que o trabalhador urbano de baixa renda não consegue contribuir por 35 anos. Portanto, já se aposenta por idade no sistema atual. Os que se aposentam cedo são os trabalhadores do setor público e os de maior renda do privado, que têm empregos formais, estáveis e tempo de contribuição antes de completar a idade mínima”, esclareceu.

Na oportunidade, os prefeitos e representantes dos municípios tiveram acesso aos dados que mostram que, em 2018, o Brasil pode ter crescimento de 4% em um cenário com a aprovação das reformas previdenciária, microeconômica e do setor elétrico; de 3% em um cenário base, com aprovação de “meias reformas” ao longo de 2018; e de 2% em uma visão com nenhuma reforma passando pelo Congresso. Já o PIB do Estado do Rio deve seguir em recessão, com encolhimento de 1,1% neste ano, segundo estimativa da Firjan.